Parte II: O que os Baby Boomers tem a aprender com a geração Y

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Sabemos que em qualquer empresa gerações diferentes trabalham em conjunto. A experiência profissional e a responsabilidade da geração chamada Baby Boomers (nascidos após a Segunda Guerra Mundial) operam ao lado do entusiasmo e juventude da geração Y (nascidos nos anos 80 e 90), enriquecendo o ambiente de trabalho com o compartilhamento de opiniões e atitudes distintas. Provavelmente, uma análise mais densa deve se concentrar sobre o que cada geração pode aprender com a outra e como elas trabalham juntas sob uma variedade de aspectos. Diante desse cenário, vamos dar um mergulho mais profundo no que essas duas gerações de profissionais podem contribuir uma para a outra (duas partes).

 

Parte II: O que os Baby Boomers tem a aprender com a geração Y

Com uma nova perspectiva sobre o modo de trabalhar, uma vantagem competitiva no mercado e um interesse de aprendizagem constante ao longo da vida, o profissional da geração Y tem muito a ensinar aos Baby Bommers sobre a abundância de novos truques quando se trata de ter sucesso profissional. Aqui vão alguns exemplos:

Conectividade

Sendo a primeira geração essencialmente nativa do boom digital, a geração Y está completamente envolvida nos novos modelos de interação social, as chamadas redes sociais digitais como o Facebook, Twitter, Instagram e LinkedIn. Essa facilidade com a conectividade é normalmente levada ao ambiente de trabalho, onde mensagens instantâneas e outras ferramentas colaborativas estão redefinindo as dinâmicas de comunicação. O fato é que a geração Y tem trazido às empresas diferentes métodos de comportamento e sociabilidade, realidade estritamente compreensível através da realidade digital. A maneira como nos comunicamos, expressamos nossas opiniões e interagimos com o governo e com as empresas tem tido uma melhoria significativa graças ao novo mundo da conectividade e seus assíduos usuários da geração Y.

Equilíbrio entre o trabalho e a vida particular

A ética de trabalho dos Baby Boomers é inegável e muitas vezes invejável. No entanto, para muitos deles a tendência de priorizar o trabalho acima de todos os outros aspectos da vida vem com um preço elevado sobre a felicidade, saúde e outros fatores. Muitos jovens do milênio viram seus pais agirem desta forma e não querem viver o mesmo. Uma atitude típica da geração Y é pensar que o trabalho é uma prioridade importante, mas não vem em detrimento de sacrificar a própria vida, deixando de lado a presença dos amigos, familiares ou não investindo em seu próprio desenvolvimento. Pesquisas americanas recentes demonstraram que os jovens estão mais propensos a aceitarem uma redução de seus salários, renunciarem a uma promoção ou se recusarem a mudar de cidade por trabalho para poderem ter mais tempo na dedicação de seus projetos pessoais.

Trabalho livre de culpa

Grande parte dos Baby Boomers que realizam home office sofrem com uma síndrome de culpa chamada “Como eles realmente sabem se eu estou trabalhando?”. A maioria dos jovens da geração Y não tem esse complexo e servem como exemplo de que o trabalho é uma atividade, e não um lugar. A nova realidade de trabalho, com maior conectividade e times cada vez menores, tem favorecido para que Baby Boomers comecem a compreender que o potencial de ser engajado e eficiente independe de onde você está sentado. Entretanto, há muito que ser feito: enquanto que a geração Y aceitaria de boamente a opção de poder trabalhar de casa em dadas ocasiões, muitos Baby Boomers estranhariam a proposta e só aceitariam diante de um reajuste de salário.

Feedback frequente

Baby Boomers podem ter crescido habituados ao método tradicional de avaliações de desempenho anuais ou em períodos longos indeterminados, mas com as rápidas mudanças no ambiente de trabalho essa condição raramente ainda faz sentido. Enquanto que a maioria dos profissionais mais experientes encaram o feedback contínuo uma verdadeira fonte de críticas, muitos jovens da geração Y preferem recebe-lo em tempo real em vez de obtê-lo a partir de avaliações programadas, sendo fundamental desde a operação de um grande projeto ou em situações cotidianas, pois esse fluxo constante de opiniões os mantêm mais engajados nos desafios diários e nas oportunidades que se apresentam no trabalho.

Espírito empreendedor

A maioria dos jovens da geração Y parece instintivamente saber que prosperar no ambiente de trabalho rapidamente requer uma aprendizagem contínua, a aquisição de novas competências e assumir riscos possivelmente calculados. Enquanto que os Baby Boomers por natureza aceitam as condições do trabalho e gastam grande parte do seu tempo realizando horas-extras, o interesse por ascensões imediatas ou pela conquista de novas oportunidades profissionais faz com que os jovens do milênio prefiram se dedicar em cursos de capacitação e especialização em seu tempo livre para poderem se destacar no mercado. Isso contribui para que jovens profissionais sejam cada vez mais competentes e capazes de contribuir positivamente para as empresas.

 

Em última análise, é impossível e, francamente, não muito útil, debater sobre qual geração é mais eficaz no local de trabalho. O mais importante é saber respeitar as diferenças e particularidades de cada uma e buscar aprender com ambas, já que todo e qualquer tipo de profissional, independente de sua idade, tem muito a nos contribuir!

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