Realidade global, a terceirização deverá assumir um papel estratégico e competitivo entre as organizações no Brasil

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A terceirização é um tema bastante divergente no Brasil que divide opiniões no que se refere aos benefícios de sua aplicabilidade, ainda que os especialistas do assunto garantam que ela se trata de uma tendência progressista e inevitável ao mercado de trabalho brasileiro. A geração atual de profissionais opta por estilos de negócios que preservem a sua qualidade de vida, em função de jornadas de trabalho mais flexíveis e sem vínculos intimamente radicados com empregadores, o que tem estimulado empresas a se adaptarem a esta nova realidade comercial.

Sendo uma atividade consolidada globalmente, a terceirização ainda é envolvida por uma série de controvérsias no país que poderão ser mitigadas nos próximos meses. Recentemente, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, titulado pelo presidente em exercício Michel Temer, estimulou empresários ao garantir que tratará com prioridade o Projeto de Lei 4.330/04, específico à regulamentação da terceirização, caracterizando também a terceirização da atividade-fim, de modo que se tenha maior garantia jurídica, podendo determinar a formalização da atividade e gerar novos empregos.

Contudo, o Brasil precisa se conscientizar quanto à seriedade da terceirização. Para a Gerente Jurídica da Adecco Brasil, Coralli Rios, o país deve estar aberto às tendências mundiais de trabalho para se tornar mais competitivo: “Ainda há muita resistência, principalmente dos sindicatos e dos trabalhadores, diante da justificativa de que a terceirização trará redução de salários e benefícios, mas o seu conceito não é esse; a função da terceirização consiste em profissionalizar os setores de produção, não reduzindo nenhum direito do trabalhador. Evidentemente, a terceirização trará uma redução de custos para os empresários, mas ela não decorrerá do pagamento de salários menores aos terceiros, em hipótese alguma. Essa implicação se dá diante da especialização que potencializa e simplifica as estruturas das organizações”.

Sendo líder mundial no fornecimento de soluções em Recursos Humanos e presente no Brasil desde 1989, a Adecco entende e reconhece a terceirização no mundo, principalmente nos países desenvolvidos em que atua, como uma prática que provoca o aumento do emprego formal respeitando os direitos do trabalhador e desenvolvendo a cadeia de produção, o que mantém as suas economias ativas e saudáveis.  “Acredito que a terceirização viabilizará o aumento da contratação formal, sendo um fator importante para mudar o cenário atual da empregabilidade do país. Mudanças sempre trazem resistências, mas devem ser executadas quando as vantagens superam as desvantagens, como é o caso da terceirização”, afirmou Coralli.

Atualmente, a terceirização é o caminho mais seguro ao destino das corporações, pois admite a retração de custos, a racionalização da infraestrutura e especialmente a gestão de pessoas, por proporcionar a contratação de mão de obra ‘sob demanda’, referindo-se às suas necessidades eventuais, prevenindo a ociosidade de trabalho. Logo, para que tudo ocorra conforme o esperado, o setor ainda carece da catequização das partes envolvidas, bem como da aprovação do Projeto de Lei para que as ações possam ser devidamente seguras e legítimas, favorecendo a competitividade das empresas e garantindo os direitos essenciais dos trabalhadores.

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