O idioma em sala de entrevista

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No que se refere a entrevistas de emprego, um dos tópicos mais abordados tanto por empresas como por candidatos é a fluência em idiomas, em especial na língua inglesa. Deste modo, existem alguns pontos que devem sempre estar claros em relação ao mercado de trabalho para obtermos uma maior assertividade.

É uma tendência que as empresas, cada vez mais, busquem a diversificação de suas receitas, mesclando novos produtos ou serviços às suas atividades de origem para que assim não sejam totalmente dependentes de um único mercado e suas volatilidades. Dado este cenário e a popularização do ensino no país (a obtenção de um diploma de ensino superior se tornou muito mais acessível atualmente), ocorreu um influxo de profissionais mais qualificados nas corporações. O domínio de um segundo idioma se tornou, portanto, um ponto de diferenciação de candidatos, não que ele já não fosse anteriormente, mas sua exigência tem sido cada vez mais severa e determinante em entrevistas.

De fato, a língua mais falada no mundo dos negócios ainda é o inglês e, em muitos processos de seleção atuais, em todos os níveis hierárquicos, é comum que o teste deste idioma ocorra na sala de entrevista, uma ou mais vezes. Testes orais, escritos, de compreensão de textos e de redação são comumente aplicados e se tornaram fatores reprovadores em 99% dos casos.

Seguem, assim, duas dicas fundamentais: é de extrema importância que, ao se aplicar a uma vaga específica (via e-mail, site ou job-post), o candidato se atente e faça um julgamento sobre o seu nível no idioma. Passado tal ponto, partimos para a entrevista (via telefone, Skype ou presencial) e, na descrição do currículo, o nível de aptidão deve ser o mesmo que o encontrado na prática, de modo que o candidato se sinta seguro e evite que o nervosismo não entre em ação e o prejudique.

E você, sabe o seu nível de inglês? Abordaremos os níveis abaixo, um quesito bastante volátil e sujeito a interpretações, portanto, o que será abordado a seguir não é uma ciência exata:

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  • Um profissional de nível básico compreende tópicos de uma conversa e desenvolve minimamente leitura e escrita, mas não possui segurança para se comunicar;

2

  • Os que detêm nível intermediário são profissionais que entendem o que é falado e estão aptos a ler e escrever com pequena complexidade, além de desenvolverem uma conversação básica com sotaque acentuado;

3

  • Os de nível avançado são profissionais que entendem plenamente o que é dito, estão aptos a ler e escrever com um grau mais acentuado de complexidade, além de desenvolverem conversações de média a alta complexidade ainda apresentando sotaque;

4

  • Já quem é fluente ou quase nativo entende plenamente conversas, lê, redige e mantem conversações de alta complexidade, apresentando pouco ou nenhum sotaque, além de um rico vocabulário.

 

Artigo escrito por:

Bruno Jereissati

Bruno Jereissati
Head of Dedicated Projects & RPO – Adecco Professional

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