Adecco visita escola ‘de portas abertas’ para deficientes

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Shanthi Flynn, Diretora Global de Recursos Humanos do Grupo Adecco, esteve no Brasil na última semana para participar do IPC Inclusion Summit, no Rio de Janeiro, ocasião em que pôde promover a reflexão sobre a inclusão de deficientes no mercado de trabalho e o Programa de Transição de Carreira para Atletas, realizado pelo Grupo Adecco em parceria com os Comitês Olímpico e Paralímpico Internacionais. Paralelo a isso, Shanthi quis conferir de perto como o governo brasileiro tem dado oportunidade a crianças especiais em sua inclusão nos âmbitos da educação e dos esportes.

Ao lado de Sean Hutchinson, CEO da Adecco Brasil, Lilian Furrer, Diretora Global de Responsabilidade Social e do Programa IOC & IPC de Transição de Carreira para Atletas, Rayanne Araújo, Consultora de RH Adecco on-site na empresa GSK, e Luma Santos, Consultora SR de RH, Shanthi visitou, em 15 de setembro, a Escola Municipal Floriano Peixoto, no Rio de Janeiro. Sendo integrante do projeto “De Portas Abertas”, do Instituto Rodrigo Mendes, a escola opera sob a ótica de promover diversas atividades socioeducativas que estimulam a inclusão de crianças com deficiências físicas e intelectuais em seu quadro de alunos.

Durante a visita, Shanthi e todos os demais participantes puderam presenciar uma aula de Educação Física para crianças de 10 a 12 anos, sendo possível perceber que, de fato, as ações propostas incluem todos os alunos. Luma Santos, Consultora SR de RH da Adecco, se mostrou realizada com a experiência: “Durante as atividades, notamos a colaboração entre os alunos, com muito carinho e respeito. Além disso, conhecemos a sala onde as crianças com deficiência realizam as provas e fazem atividades lúdicas, com materiais pedagógicos adaptados às suas necessidades”. Rayanne Araújo, Consultora de RH da Adecco, acrescentou: “foi incrível ver como as crianças interagiam umas com as outras com naturalidade. Um exemplo claro foi que nenhum professor precisou pedir para que elas empurrassem a cadeira do aluno com paralisia durante as mudanças de atividades; elas simplesmente o incluíam nas brincadeiras espontaneamente”.

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Atualmente, a Escola Municipal Floriano Peixoto atende 400 crianças da região de São Cristóvão, no morro do Tuiuti. Deste número, estima-se que 10% sejam deficientes (com laudo), mas o corpo docente acredita que o número seja ainda maior em função de algumas famílias não irem atrás de tratamento médico. “Sem um diagnóstico, a inclusão dessas crianças no programa pedagógico torna-se mais difícil, pois é necessário que a escola saiba sobre suas limitações, bem como aptidões”, concluiu Luma. Dentre os alunos diagnosticados com alguma deficiência, podemos destacar portadores de síndrome de Down, paralisia, autismo e limitações físicas.

O objetivo da visita foi compartilhar com Shanthi um exemplo de educação com inclusão no Brasil, cenário ainda pouco animador se considerarmos a quantidade de escolas no país que ainda não promoveram as mudanças necessárias para a inserção de deficientes entre seus alunos. Ainda assim, Shanthi se mostrou satisfeita com o que presenciou aqui: “A meu ver, se conhece realmente um país quando, antes, se conhece as suas crianças”, afirmou Shanthi.

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Shanthi Flynn, Sean Hutchinson e Lilian Furrer

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